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Filme | Fast Review — A Origem

É complicado assistir um filme assim, sabe porque? Venho assistindo filmes “normais”, nada de muito destaque além de Toy Story 3 que eu achei maravilhoso, e claro que é um estilo completamente diferente do filme que estou comentando. Inception, ou A Origem é um dos melhores filmes que eu vi na minha vida. Excelente história, atores maravilhosos, efeitos especiais divinos e sem exageros. Eu diria que é um filme digno de vencer um Oscar tranquilamente, coisa que acho que deveria ter acontecido com o Batman: The Dark Knight. Claro que o mundo não é um lugar justo e por acaso o mesmo diretor dirigiu ambos os filmes, Christopher Nolan. O que dizer dele? Ultimamente um cara com excelentes cartas na manga (atores, filmes, roteiros…) e sabendo usar tudo o que pode dessas cartas, um excelente jogador de Poker. Ou você ai não gostou da atuação do póstumo Health Ledger como coringa?

A Origem é algo que prende por 2 horas e 30 minutos sem cansar, e vou tentar ser objetivo sem estragar a surpresa do filme. Leonardo DiCaprio é um ladrão especializado em roubar em sonhos. Ele busca informações confidenciais dentro da mente de pessoas importantes, documentos escondidos nessas certas pessoas e por ai vai. Ele forma e trabalha com uma equipe perfeita, compostos por atores de excelente calibre. Joseph Gordon-Levitt (da série 3rd Rock from the Sun da Sony e do filme GI Joe) que até então só fez papéis bobos, faz o papel de braço direito fodão de DiCaprio e olha, ele convence e muito. Ellen Paige (Juno, que eu não vi ainda) faz um bom papel como a arquitetinha gênio, a novata do grupo onde a história vai sendo contada e explicada. Tom Hardy (RocknRolla) que faz o papel de Eames, o força bruta da turma com estilo de gigolô e roleiro, e faz o perfeito papel de falsificador; Excelente interpretação, e um elemento chave muito bem utilizado! Ken Watanabe (Batman Begins e The Last Samurai) é o empregador que começa sendo o mala, chatão com panca de inimigo e que vira um dos melhores personagens do filme na minha opinião. E para fechar, Dileep Rao (Avatar) o químico e motorista da turma, faz um papel menor mas muito bom. Adicionando a esse time, participam ainda Cilliam Murphy (Batman: The Dark Knight) em um papel chave na trama toda e manda bem. O histórico Tom Berenger (Platoon e Nascido em 4 de Julho) como padrinho de Cilliam e outro elemento bem “usado” na história, a francesa Marion Cotillard (Peixe Grande) como ex esposa e fantasma da trama e para fechar nada mais nada menos que Michael Cane (Um Assalto a Italiana e Tubarão 2) como pai do DiCaprio.

Depois de tantos atores bons, o filme fica preso em ações temporaria diferentes. O real difere dos sonhos: 5 minutos da vida real é igual a 1 hora nos sonhos, então as coisas desenrolam paralelamente de forma bem diferente, uma simples ceninha no real, dá tempo de muita coisa nos sonhos. Inclusive há “interações” do mundo real, um tapa na cara da pessoa dormindo, representa um chacoalhão nos sonhos. Imagine entrando nesse mesmo aspecto água, ou gravidade? Por isso as cenas no trailer da briga no corredor com a gravidade alterada. O filme é muito ritmado, você percebe claramente que tudo encaixa bem, mesmo as vezes parecendo meio clichê, mas com A Origem é perdoável. É um filme que chama muita a atenção pelos efeitos especiais, mas nada exagerado. Tudo na hora certa, na medida correta, mesmo que uma base inteira na neve exploda. Incrível, faz sentido, não está acontecendo apenas para comprovar o alto custo do filme. Tem muita coisa que me linka o filme com Matrix (o primeiro, por favor), mas são algumas impressões, as cenas ritmadas, posicionamento de câmeras e talvez cenas em cidades vazias. É um filme e tanto, acho que ele substituirá algum no meu top 10 e digo mais, cada vez Leonardo DiCaprio está melhor! Para fechar, é um filme tenso, cheio de clichês que passam tranquilamente e não estragam nada o que a trama traz.

Link: IMDB

Filme | Fast Review — O Bem Amado

Ganhei um par de convites da Goodyear por uma promoção via Twitter e claro que fiquei feliz para ir ao cinema de graça. Não seria um filme que eu pagaria para ver, até porque tenho críticas ferrenhas ao cinema nacional. Bem, mas acho que de alguma forma eu estava errado. O Bem Amado é um filme divertidíssimo. Tem cara de baixa produção, tem aspecto de Globo Filmes mesmo, cenários simples, poucos coadjuvantes… mas atores sensacionais. Marcos Nanini que muito criticaram quando li por ai é um injustiçado. Se ele faz um papel limitado, me mostrem onde. Ele arrasa como Odorico Paraguaçu, caras, gestos e expressões únicas. Tudo bem encaixado no meio da trama/filme. Outro ator que detona e até mais que o Marcos Nanini é o José Wilker que faz o papel do matador Zeca Diabo.

poster o bem amado

Bem, para quem não sabe a história de O Bem Amado é simples, conta a trajetória política de Odorico Paraguaçu que vence o cargo de prefeito da cidade em cima do seu rival Vladimir (Tonico Ferreira), dono do jornal da cidade, A Trombeta. Com o assassinato do prefeito anterior pelo matador Zeca Diabo, eles vão enterrar o corpo na cidade ao lado pois em Sucupira não há um cemitério. Com a revolta e as promessas de Odorico Paraguaçu para a construção de um novo cemitério, o povo o elege que constrói algo muito bonito porém com alguns problemas de verbas desviadas. Vladimir pega no pé de Odorico Paraguaçu com “inverdades”, fazendo que seu nome fique cada vez mais sujo. Para piorar, Odorico não consegue inaugurar o cemitério, pois ninguém na cidade morre. E com isso a história vai se desenrolando…

O filme é simples, feito para rir pelos exageros silábicos de Odorico, as reações de Zeca Diabo e com um grupo de artistas brasileiros de primeira linha. Há problemas de enredo, de sequência e acho até que pouco brilho para as Cajazeiras, vividas por Andréa Beltrão, Drica Moraes e Zezé Polessa. Pontos positivos para Maria Flor que vive o papel de Violeta Paraguaçu (cada vez mais linda ou é impressão minha? / e eu apanho em casa depois!) e Caio Blat que vive o papel de Neco Pedreira.

Caio Blat e Maria FlorLink: Site Oficial

Música | Fast Review — The Final Frontier

The Final Frontier

Não sou nenhum crítico musical, mas acredito que esse CD do Iron Maiden serviu para quebrar certas idéias que muitos tinham da banda. É bom? É sim, sensacional. Senti um pouco que a banda podia ir mais longe e inovar mais, mas como eu disse… não sou nenhum crítico musical. Senti as 3 guitarras trabalhando de maneira bem mais “sincera” nesse CD. Agora sim os Six of the Beast fazem mais sentido… ;) . Muito das guitarras lembram coisas dos anos 70 bem tocadas, talvez Deep Purple. Não sou crítico, me desculpem.
Resumindo são 76:35 divididos em 10 faixas diferentes, onde comentarei faixa a faixa:

01. Satellite 15… The Final Frontier — Quase 4:40 que parecem uma intro meio entediante. Nunca vi o Iron Maiden tocar algo assim, Bruce Dickinson arrisca umas coisas da carreira solo bem interessantes em seus vocais. Aos exatos 4:36 a pausa some entrando um dos melhores sons do CD. Não sei porque muito disso me lembra ainda muita coisa solo do Bruce. Steve Harris inovando? Acreditem, sim! De 0 a 10 para os 4:36 iniciais — 6. De 0 a 10 para os últimos 4:36 — 10.

02. El Dorado — Uma das músicas de divulgação do novo CD, bem cara música nível B do Iron Maiden em época do No Prayers for the Dying, mas com guitarras mais bem trabalhadas. De 0 a 10 merece bons 7,5.

03. Mother Of MercyIron é foda, inovar sendo Iron Maiden? Tá ai uma música que descreve muito isso. Nota 8,0.

04. Coming Home — Outra música que lembra Bruce solo, muito inclusive. Se tivessem me passado essa música sozinha eu teria falado “Essa faixa é uma perdida do Chemical Wedding?” Nota 9,0.

05. The Alchemist — Algo rápido do Iron Maiden nos anos 90 e começo dos anos 2000? Total essa cara e não inova em nada. Nota 8,0.

06. Isle Of Avalon — Uma das viagens do Iron no novo CD. Parece que eles voltaram aos anos 70 e regravaram algo meio Pink Floyd (que o Robson não leia). As 3 guitarras fazem muito sentido na música e tem algo de progressivo nisso ai. Nota 9,0.

07. Starblind — Ehhhh música boa. Iron Maiden que não inova em nada. E dai? Eu não to preocupado não. As 3 guitarras trabalham lindamente novamente e incluiram um pouco de viagem dos anos 70 misturado com os sintetizadores de Powerslave. Não to louco não, ouça. Nota 9,0.

08. The Talisman — Excelente canção. Começa lenta e sobe fazendo uma daquelas Sing of the Cross com um pouco menos de brilho, mas com 3 belas guitarras. Nota 8,0.

09. The Man Who Would Be King3 guitarras trabalhando melhor do que nunca em uma música do Iron com pitadas de algo velho. Quer saber? TNC Iron Maiden! Nota 9,0.

10. When The Wild Wind Blows — Para fechar o CD e deixar saudades. Lembra muito Rime for the Ancient Mariner sem tanto brilho. Nota 8,0.

Quer saber ao certo? Minha música preferida continua sendo Sign of the Cross (surpresos?), se regravassem tipo Prowlers 88 com o Bruce seria fodona. Meu CD preferido ainda é Somewhere in Time por algumas músicas juntas, mas acho que o Iron Maiden se superou nesse CD. Perfeito. Tão perfeito que o excesso de músicas boas exigem uma cabeça limpa e descansada para ouví-lo. As músicas não parecem encaixar muito, mas acho que sei porque. Perfeição. Para não fãs ou cansados da banda, ouçam

Filme | Fast Review — Encontro Explosivo

Toda semana vou com a minha namorada ao cinema. Adoramos filmes e pegamos toda quinta-feira para apreciarmos um bom (ou nem tanto) filme. Semana passada fomos ver Encontro Explosivo com a Cameron Diaz e Tom Cruise, dois dos mais badalados atores de Hollywood juntos em uma peça cinematográfica que mescla ação/asneira com comédia romântica. Evitarei abrir o bico demais e soltar algum spoiler, ok?

Poster Encontro Explosivo

Inicialmente posso dizer que Encontro Explosivo, ou Knight and Day não é um daqueles filmes para se ver no cinema, admito. Ele é divertido, abarrotado de cenas de ação úteis e inúteis, e mostra muitos cenários maravilhosos como Espanha, Suiça e Boston. A história básica é que o Tom Cruise vive o papel de um agente da CIA que parece ter traído os colegas para proteger um garoto gênio (vivido por Paul Dano) que inventou uma bateria poderosa que durava para sempre. A Cameron Diaz entra na história como um laranja qualquer e Cruise começa a protegê-la dos “bandidos” que são formados por dois grupos, a CIA e um traficante de armas espanhol (vivido por Jordi Mollà). A “coitada” da Cameron Diaz está se preparando para o casamento da irmã (vivida pela ex LOST Maggie Grace) e quer dar de presente a ela, um carro (um belíssimo Pontiac GTO 1966 dourado) que as duas vieram montando com o falecido pai. No decorrer da história, Diaz e Cruise começam a se apaixonar, mas não passam uma impressão muito “apaixonante”, principalmente por parte do Tom Cruise.

Pontiac GTO 66

Cenas de carros capotando, tiroteios e exageros estão por todos os lados. O que eu digo que realmente salva o filme é a interpretação das duas estrelas hollywoodianas, porque de resto parece que você está assistindo um filme que era para ter durado 30 minutos, mas que na verdade tem 1:30. Algumas da localizações como a Suiça, onde rola uma cena de ação dentro do trem, estão lá para comprovar que o filme foi caro. Uma outra grande falha no meu ponto de vista, é colocar Tom Cruise e Cameron Diaz vivendo papéis como se eles fossem mais jovens do que realmente são. Dá para ver pela cara dos dois que eles já passaram um pouco, mas logicamente continuam ser grandes atores. Eu pelo menos sempre gostei deles.

Encontro Explosivo é um filme bom para você que quer assistir algo sem usar muito cérebro, agora se você for muito exigente quanto a isso pode passar batido pela peça. Eu indico essa comédia romântica para ser alugada em DVD ou Blu-Ray, e olhe lá. Tem cenas muito engraçadas, por isso ele não é uma completa perda de tempo.



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