
Não sou nenhum crítico musical, mas acredito que esse CD do Iron Maiden serviu para quebrar certas idéias que muitos tinham da banda. É bom? É sim, sensacional. Senti um pouco que a banda podia ir mais longe e inovar mais, mas como eu disse… não sou nenhum crítico musical. Senti as 3 guitarras trabalhando de maneira bem mais “sincera” nesse CD. Agora sim os Six of the Beast fazem mais sentido…
. Muito das guitarras lembram coisas dos anos 70 bem tocadas, talvez Deep Purple. Não sou crítico, me desculpem.
Resumindo são 76:35 divididos em 10 faixas diferentes, onde comentarei faixa a faixa:
01. Satellite 15… The Final Frontier — Quase 4:40 que parecem uma intro meio entediante. Nunca vi o Iron Maiden tocar algo assim, Bruce Dickinson arrisca umas coisas da carreira solo bem interessantes em seus vocais. Aos exatos 4:36 a pausa some entrando um dos melhores sons do CD. Não sei porque muito disso me lembra ainda muita coisa solo do Bruce. Steve Harris inovando? Acreditem, sim! De 0 a 10 para os 4:36 iniciais — 6. De 0 a 10 para os últimos 4:36 — 10.
02. El Dorado — Uma das músicas de divulgação do novo CD, bem cara música nível B do Iron Maiden em época do No Prayers for the Dying, mas com guitarras mais bem trabalhadas. De 0 a 10 merece bons 7,5.
03. Mother Of Mercy — Iron é foda, inovar sendo Iron Maiden? Tá ai uma música que descreve muito isso. Nota 8,0.
04. Coming Home — Outra música que lembra Bruce solo, muito inclusive. Se tivessem me passado essa música sozinha eu teria falado “Essa faixa é uma perdida do Chemical Wedding?” Nota 9,0.
05. The Alchemist — Algo rápido do Iron Maiden nos anos 90 e começo dos anos 2000? Total essa cara e não inova em nada. Nota 8,0.
06. Isle Of Avalon — Uma das viagens do Iron no novo CD. Parece que eles voltaram aos anos 70 e regravaram algo meio Pink Floyd (que o Robson não leia). As 3 guitarras fazem muito sentido na música e tem algo de progressivo nisso ai. Nota 9,0.
07. Starblind — Ehhhh música boa. Iron Maiden que não inova em nada. E dai? Eu não to preocupado não. As 3 guitarras trabalham lindamente novamente e incluiram um pouco de viagem dos anos 70 misturado com os sintetizadores de Powerslave. Não to louco não, ouça. Nota 9,0.
08. The Talisman — Excelente canção. Começa lenta e sobe fazendo uma daquelas Sing of the Cross com um pouco menos de brilho, mas com 3 belas guitarras. Nota 8,0.
09. The Man Who Would Be King — 3 guitarras trabalhando melhor do que nunca em uma música do Iron com pitadas de algo velho. Quer saber? TNC Iron Maiden! Nota 9,0.
10. When The Wild Wind Blows — Para fechar o CD e deixar saudades. Lembra muito Rime for the Ancient Mariner sem tanto brilho. Nota 8,0.
Quer saber ao certo? Minha música preferida continua sendo Sign of the Cross (surpresos?), se regravassem tipo Prowlers 88 com o Bruce seria fodona. Meu CD preferido ainda é Somewhere in Time por algumas músicas juntas, mas acho que o Iron Maiden se superou nesse CD. Perfeito. Tão perfeito que o excesso de músicas boas exigem uma cabeça limpa e descansada para ouví-lo. As músicas não parecem encaixar muito, mas acho que sei porque. Perfeição. Para não fãs ou cansados da banda, ouçam